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    Quarentena e Hospital

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    Quarentena e Hospital

    Mensagem por lacs em Qua 11 Nov 2009, 00:12

    Quarentena e Hospital

    Ao adquirir novos peixes deve respeitar-se sempre o período de quarentena que geralmente deve variar entre 4 a 6 semanas. Um aquário preparado especialmente para este fim permite uma aclimatização dos recém chegados aos parâmetros da nossa água, ao tipo de alimentação que costumamos oferecer, enfim, a um novo ambiente a que os peixes não estavam habituados.
    Outro factor de grande importância e que justifica a utilização de um aquário de quarentena é permitir um reconhecimento da saúde dos peixes. Durante este período, possíveis doenças podem ser detectadas e tratadas sem que isso vá prejudicar outros peixes que já habitem os nossos aquários.
    Medidas de prevenção podem também ser aplicadas, podendo recorrer-se a um simples ajuste de temperatura ou adição de sal ou, caso se justifique, proceder à adição de algum medicamento.
    No meu caso, evito recorrer a medicamentos para prevenção. Quando adquiro novos peixes, jovens ou adultos, recorro primeiro ao factor observação. Passados 1 ou 2 dias aumento a temperatura até 33 ou 34 graus e adiciono à água uma pouco de sal de cozinha na quantidade de uma colher e meia de sopa para 50 litros de água. A temperatura e o sal servem para aumentar o apetite dos peixes bem como melhorar o seu sistema imunitário de forma a combater possíveis doenças que possam surgir. Isto sempre, claro, acompanhado com grandes quantidades de mudanças de água, um aquário sempre limpo e uma boa alimentação. O tratamento com sal deve durar sensivelmente uma semana e deve sempre ser reposto aquando das trocas parciais de água. Normalmente passados uns dias os peixes já estão a comer bem e começam a mostrar melhores cores.
    Para quem tiver necessidade ou quiser recorrer a medidas preventivas que passem pela adição de algum medicamento, os seguintes podem ser utilizados durante a quarentena.
    Numa primeira fase iniciar um tratamento com metronidazole. Este composto visa diminuir e enfraquecer certo tipo de parasitas intestinais e outros.
    Numa segunda fase e depois de um período de recuperação, pode administrar-se um tratamento com praziquantel ou flubendazol. Esta segunda fase serve para atacar certos parasitas do corpo e guelras, tapeworms, etc.
    Estes medicamentos podem ser dissolvidos nas água ou em alguns casos administrados na comida o que é sempre preferível e devem ser sempre seguidos de mudas de água, períodos de recuperação e utilização de carvão para retirar os restos de medicamento da água. De notar que o modo de administrar e quantidade de certos medicamentos, até o sal, estão dependentes das características da nossa água. Diferentes graus de pH, dureza ou temperatura condicionam a utilização destes medicamentos.
    Não esquecer que um aumento de temperatura e a acção de certos medicamentos fazem diminuir o nível de oxigénio na água. Uma boa oxigenação é obrigatória.
    Outro aspecto importante a ter em conta e caso haja possibilidade para isso, será no fim da quarentena juntar ao aquário um Discu que já esteja em nossa casa a mais tempo. Por vezes os peixes desenvolvem imunidade a certas doenças que apesar de não os prejudicar podem afectar outros peixes que não tenham estado em contado com elas. Se o peixe mudado para a quarentena não mostrar sinais de doença ao fim de algum tempo então pode considerar-se que a quarentena está finalizada e os novos podem ser mudados.
    Estes aquários de quarentena devem estar sempre limpos o que, para isso, facilita bastante terem um fundo sem qualquer tipo de decoração. Torna-se também assim mais fácil a aplicação de medicamentos. Uma bomba de ar, um filtro de esponja ciclado e um termómetro são o que basta para que estes aquários funcionem.
    Para além de quarentena, estes aquários podem ser utilizados como aquários de hospital.



    Prevenção de doenças

    A melhor forma é mesmo prevenir. Uma água sempre limpa e tratada, uma boa alimentação e o mais variada possível, factores de stress o mais reduzidos possível sendo que parâmetros mais importantes como o pH, dureza, temperatura, oxigénio devem ser bem controlados, períodos de quarentena, evitar ao máximo a utilização de quimicos para estabilizar a água ou alimentar plantas. Tratamentos a doenças mal diagnosticadas devem também ser evitados ao máximo.
    Os Discus ao contrário do que se possa pensar, são peixes muito resistentes e podem manter-se vivos em condições muito adversas. O problema que se põe é que quando surgem doenças ou os peixes deixam de comer. Nestes casos é preciso ter atenções redobradas e perceber que estes peixes ficam muito mais dependentes do dono do que se possa pensar. Ao ficarem doentes, têm quase de ser tratados como um bebé caso contrario acabarão por morrer. Por vezes, as medidas que se tomam chegam tarde de mais e nesses casos o peixe deve ser morto para não sofrer e para não infectar outros. Quando um Discu atinge um ponto de magreza extremo ou é atacado por certo tipo de doenças, pode ser difícil recuperá-lo. Em muitos casos, se isso acontecer na fase de crescimento, o peixe nunca chega a atingir o ponto de crescimento óptimo e poderá ficar marcado para toda a vida.
    Por vezes uma muda substancial de água ajuda a eliminar muitos agentes causadores de doenças e enfraquece outros, por isso deve sempre ser o primeiro passo a dar na prevenção e tratamento de doenças.



    Doenças mais comuns e seu tratamento


    Intoxicação

    Não sei se se poderá considerar uma doenças mas é certamente uma porta aberta a muitas doenças. Intoxicação por amónia e nitritos, medicamentos mal administrados, baixos níveis de oxigénio, outros quimicos existentes na água, filtros sujos, excesso de material orgânico, etc.
    Deve proceder-se de imediato a mudas de água, controlar alguns parâmetros como a dureza e pH, temperatura e nível de oxigénio. Depois de muita água mudada, proceder a um período de recuperação com uma alimentação suave.
    Estes são factores de stress. É possível que por consequência surja uma doença mais grave. O tratamento no próprio aquário caso todos os peixes estejam doentes ou hospital no caso de um estar doente torna-se necessário nesses casos.



    Doenças das guelras

    Podem ser certo tipo de parasitas (gill flukes), bactérias ou fungos. Causadores de infecções nas guelras, evitam muitas vezes que o peixe absorva a quantidade de oxigénio necessária. A respiração fica muito acelerada, o corpo assume uma coloração escura, o peixe roça a parte das guelras em objectos no aquário. Pode nadar de lado e disparar em corrida pelo aquário sem razão aparente. Em casos mais extremos uma das guelras pode fechar.
    Os medicamentos utilizados no tratamento deste tipo de doenças são o flubendazole e o praziquantel. No caso de se suspeitar de agentes bateríamos pode utilizar-se um antibiótico de largo espectro como a tetraciclina. Atenção que nalgumas destas doenças, um aumento da temperatura pode ser prejudicial.



    Doenças da pele

    Body flukes, Oodinium, ichtio, costia, etc. Os sintomas são coloração escura, manchas brancas na pele, excesso de muco. Os peixes roçam-se na decoração e em casos mais graves pode ocorrer perda de peso. Normalmente um aumento da temperatura por vários dias ou semanas ajuda a resolver muitas destas doenças. Os medicamentos de escolha são a formalina misturado com verde de malaquite. Outra opção é utilizar permanganato de potássio (vendido na farmácia), devendo ser apenas utilizado em casos extremos e com precaução por ser um composto muito forte.



    Problemas do intestino e estômago

    Muito comum entre os Discus. As fezes começam por ter um aspecto transparente atingindo mais tarde um cor branca. O peixe fica escuro e fechado, esconde-se a um canto e perde o apetite. Deve ser administrado metronidazole na comida ou na água.
    Por vezes podem também aparecer vermes compridos e brancos na fezes (tapeworms). Neste caso o medicamento de referencia é o praziquantel.
    Outro problema muito frequente, estômago inchado, pode acontecer devido ao tipo e quantidade de comida ingerida. A comida acumula-se no estômago e o peixe se não tratado pode morrer. Pode ser utilizado na água um laxante como por exemplo epson salts.

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